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1.
Classificação
Os
pisos podem ser classificados em
naturais e sintéticos, conforme
a origem da matéria prima e o
seu grau de transformação.
· Pisos naturais são aqueles
cuja matéria prima é natural e
cuja essência não sofre
transformações que a
descaracteriza. São os pisos de
madeira.
·
Pisos sintéticos são produzidos
com matérias primas sintéticas
ou, a partir de matérias primas
de origem natural, mas
profundamente descaracterizadas
pelo processo industrial. Estão
nesta classe:
2.
O processo de decisão
A escolha deve
considerar que o piso tem duas
funções: revestimento do chão e
decoração dos ambientes. Como
não se pode trocar o piso tão
facilmente como se muda o
arranjo dos móveis, a decisão
deve considerar um longo prazo
de uso.
Por
isso, dois fatores têm grande
importância no processo:
ü Sendo um revestimento sujeito
ao tráfego, deve ser durável e
permanecer com aspecto de novo
por muito tempo e
ü Sendo uma peça importante da
decoração precisa manter a
satisfação dos usuários por
longo prazo, combinando com o
ambiente e não “cansar” ou
entediar pela monotonia de seu
aspecto superficial.
Antes de investir em um piso o
consumidor deve ter a certeza
que o material escolhido
satisfaça suas necessidades
perfeitamente. Assim, devem ser
analisados e considerados outros
fatores, além da durabilidade e
satisfação com o aspecto
decorativo:
· Conforto térmico: em
toda a casa, mas de forma
especial nos dormitórios, o piso
não deve transmitir a sensação
de frio ou calor ao ser pisado
sem calçado.
· Conforto acústico: o
ruído refletido (para cima) e
propagado (para baixo) deve ser
o mais reduzido possível,
principalmente tratando-se de
apartamentos.
· Higiene: procurar
pisos que não guardem pó,
sujeira ou permitam a
proliferação de ácaros ou outros
elementos alergênicos.
· Facilidade de
manutenção e limpeza.
· Facilidade de
instalação.
· Tecnologia moderna de
fabricação que elimine frestas e
empenamentos.
· Origem: marca e
fabricante conhecido e
identificado: quem fabrica, onde
fabrica, ou seja: piso tem que
ter procedência.
· Respeito ao meio
ambiente: dar preferência a
produtos ecologicamente corretos
e de fabricantes que comprovem a
saudável relação com o meio
ambiente.
· Idoneidade do agente
vendedor, seu histórico e
garantia de bom serviço de
instalação.
· O piso é um importante
elemento de valorização dos
imóveis no momento de sua
comercialização devendo ser
considerado parte do
investimento imobiliário e não
despesa.
· Preço: o comprador
deve considerar que está fazendo
um investimento que lhe garanta
um longo prazo de satisfação e
que, embora importante, o preço
não deve ser o fator de decisão
de maior peso. “ A qualidade
será lembrada muito depois que o
preço for esquecido”.
PISOS DE MADEIRA
Entre as muitas opções de
revestimentos de chão, a opção
por piso de madeira é a que
satisfaz a maior parte dos
fatores de decisão por algumas
qualidades incomparáveis. É
natural, atraente, aconchegante
e de fácil instalação e
manutenção, proporcionando uma
decoração rica e distinta
enquanto valoriza o imóvel. Os
pisos de madeira também ajudam a
criar um ambiente doméstico
saudável, eliminando as
possibilidades de alergias
associadas a problemas de
higienização.
AS
OPÇÕES DE PISOS DE MADEIRA
1.
Tipos
Conforme o processo
de fabricação há dois tipos de
pisos de madeira:
· Estruturado ou “engenheirado”:
uma obra prima da tecnologia que
combina uma superfície de
madeira maciça nobre com uma
sólida base de compensado.
Criado para adequar-se às
variações de umidade do ar é
muito mais estável que os pisos
maciços. Mantendo a beleza e
originiladade da madeira
natural, mas corrigindo o seu
maior problema, as variações
dimensionais, os pisos
estruturados são envernizados na
fábrica com vernizes muitas
vezes mais resistentes que
aqueles aplicados na obra, após
a raspagem da madeira.
Representando o que há de mais
moderno em pisos de madeira, já
dominam os principais mercados
mundiais, onde a durabilidade,
praticidade e sustentabilidade
são fatores fundamentais.
· Maciço: são peças
inteiramente da mesma madeira.
Normalmente é vendido sem
acabamento, o que é feito após
raspagem na própria obra,
processo que eleva seu
custo/benefício, já que o verniz
assim aplicado tem resistência
inferior àquele de fábrica.
2.
Análise comparativa
|
PISO ESTRUTURADO DE
MADEIRA |
PISO DE MADEIRA MACIÇA |
|
Grande estabilidade
mediante as variações da
umidade do ar. Não abre
frestas entre as peças e
não empena. |
Expande e contrai
mediante as variações da
umidade do ar. |
|
Envernizado de fábrica,
pronto para ser
instalado e usado.
|
Em geral são
envernizados na obra,
demandando raspagem e
aplicação de verniz |
|
Vernizes aplicados na
fábrica – tipo UV – são
muitas vezes mais
resistentes que aqueles
aplicados no local. |
O custo do acabamento
incide sobre o custo
final, além dos
transtornos para sua
execução |
|
Superfície envernizada
suave, sem
irregularidades com
poros da madeira
preenchidos. |
Dificuldade no
preenchimento dos poros
da madeira resulta em
superfície, muitas
vezes, áspera. |
|
Podem ser raspados e
re-envernizados, mas a
durabilidade do verniz
de fábrica é muito maior |
Podem ser raspados e
re-envernizados, em
intervalos de tempo mais
curtos. |
|
Instalação fácil e
limpa. |
Instalação mais
complexa. |
|
Leves e fáceis de
transportar. |
Pesados e mais difícil
transporte. |
|
Grande aproveitamento
das madeiras nobres,
utilizando-as na medida
correta, sem
desperdícios, poupando
muitas árvores. |
Como a espessura útil
está acima dos encaixes,
a parte inferior é
totalmente desperdiçada,
indo contra as
preocupações da
preservação florestal. |
3.
Outros elementos de decisão
Uma vez decidido o
tipo de piso de madeira –
estruturado ou maciço – outras
escolhas ainda devem ser feitas:
espécie (essência) de madeira,
dimensões, padrão de instalação
e procedência
3.1.
Espécie ou essência
A madeira, como
produto natural, tem grande
variedade de cores, tonalidades,
veios e texturas. As variações
se dão de espécie para espécie
e, também, dentro da mesma
espécie. Nisso reside a riqueza
e a originalidade da madeira.
No
entanto, cada uma delas tem um
conjunto de elementos visuais–
cor, tonalidade, veios e
texturas – que são predominantes
e caracterizam a essência.
Além
do aspecto visual, as madeiras
têm densidades diferentes: maior
densidade corresponde à maior
dureza. Nos pisos essa
propriedade tem influência na
resistência aos impactos ou às
deformações superficiais. Um
exemplo é o impacto da pisada
com saltos finos de sapatos.
Embora os pisos de madeira
combinem com a maioria dos
estilos de decoração –
conservador, moderno, casual,
rústico – e com as cores do
mobiliário, a escolha da cor
encontra uma extensa gama de
possibilidades de padrões
naturais ou, mesmo, em madeiras
tingidas.
PRINCIPAIS
ESSÊNCIAS
 |
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Cumarú |
Quaruba |
Sucupira |
Ipê |
3.2. Dimensões
Largura: as larguras
mais usadas são em torno de 80mm
– pisos estreitos – e 130mm –
pisos largos.
Não
existem regras obrigatórias para
escolha de uma ou e de outra,
mas é recomendável:
· Pisos estreitos: para
madeiras mais desenhadas e com
maior variação de tonalidades,
os pisos estreitos distribuem
melhor essas variedades,
tornando o conjunto harmônico.
Em ambientes pequenos os pisos
estreitos têm um efeito de
ampliação.
· Pisos largos: em
ambientes grandes e madeiras
mais uniformes.
Espessura: os pisos
estruturados tem espessuras em
torno de 7mm, 9mm e 12mm,
enquanto os entre os maciços as
medidas mais comuns são de 7mm,
11mm, 14mm e 19mm.
A
definição da espessura depende
do tipo de piso escolhido e da
altura deixada na obra para o
piso.
· Comprimento: pisos de
madeira têm comprimentos
variáveis de 30cm a 2,20m (de 1’
a 8’’). Caberá ao instalador a
distribuição desses comprimentos
no ambiente de acordo com a boa
técnica de instalação. Não é
possível fazer “paginação” como
nos pisos sintéticos.
3.3. Padrão de instalação
· Paralelo
· Diagonal
3.4. Procedência
Ao investir em um
piso de madeira, o consumidor
deve lembrar-se que é um bem de
longo prazo e que deve
satisfazer suas expectativas por
muitos anos. Dessa forma a
análise da procedência do
produto não deve ser
superficial, limitando-se ao
vendedor
(loja/distribuidor/revendedor ).
Alguns questionamentos são
importantes:
· Quem fabrica? Qual é a
marca. Pisos de madeira sem
marca e origem são coisas do
passado por questões de garantia
e qualidade.
· Localização da fábrica
e quais as etapas do processo
são executadas por esse
fabricante: fornecimento da
madeira, corte e usinagem,
acabamento. Pisos cuja origem é
dispersa, com etapas de
fabricação em locais diversos,
carecem de qualidade, pois
fatores importantes como
controle de umidade da madeira
não são cumpridos
convenientemente.
· Origem da madeira: o
meio ambiente é uma preocupação
mundial. Ao comprar pisos de
madeira com origem conhecida e
Certificação o consumidor estará
colaborando para a preservação
das florestas e não sua
destruição. Madeiras
certificadas são provenientes de
florestas cuja gestão é pelo
“Manejo Sustentado”. Por esse
sistema são colhidas somente as
árvores selecionadas e cujo
estágio do seu ciclo de vida
está no final, dando lugar a
árvores novas que crescem com
toda a vitalidade, mantendo a
floresta regenerada. |